Sem aviso nenhum, no instante exato em que olhei naqueles olhos, o tempo parou. Nada podia ter impedido aquilo de acontecer. Nada quebraria aquele momento e por mais que todos em volta lutassem para que o tempo voltasse ao normal, tudo permaneceria parado do jeito que eu queria.
Pouco a pouco, todo o resto perdeu o sentido, tudo ficou cinza e nada mais importava. Só aquele céu.
Naquele segundo, pedi – e eu nunca peço nada – que o tempo realmente parasse. Pra sempre.
Mas então o próximo segundo aconteceu e eu sabia que nunca mais veria aquele céu. Até hoje lembro de quando o tempo parou…